Gestão de Riscos

Um dos princípios da boa governança consiste no gerenciamento de riscos e na instituição de mecanismos de controle interno necessários ao monitoramento e à avaliação do sistema, assegurando a eficácia e contribuindo para a melhoria do desempenho organizacional.

A gestão de riscos é um processo aplicado no nível estratégico e vários níveis da organização, concebido para identificar eventos potenciais que podem afetar a entidade, assim como para gerenciar os riscos de modo a se manterem dentro do limite de aceitação, buscando dar razoável segurança de que os objetivos da entidade serão atingidos.

A Política de Gestão de Riscos do Conselho Regional de Contabilidade do Ceará (CRCCE) tem por finalidade estabelecer os princípios, diretrizes e responsabilidades a serem observados e seguidos no processo de gestão de riscos integrados aos programas, projetos e processos do CRCCE.

Em atendimento aos normativos públicos sobre a necessidade de adoção de medidas para a sistematização de práticas relacionadas à gestão de riscos, aos controles internos e à governança, o CRCCE aprovou, em 26 de março de 2019, a Resolução CRCCE nº 709/2019, que instituiu a Política de Gestão de Riscos do CRCCE.

Já a Resolução CRCCE nº 710/2019, de 26 de março de 2019, aprovou o Plano de Gestão de Riscos do CRCCE, com o objetivo de orientar as Gerências e Coordenadorias do CRCCE quanto aos procedimentos a serem adotados para a realização da gestão de riscos; alinhar a gestão de riscos ao planejamento organizacional do CRCCE; otimizar o planejamento e a execução de programas, projetos e processos do CRCCE; e contribuir com a governança institucional do CRCCE.

O Comitê de Gestão de Riscos está definido na Portaria CRCCE n.º 168/2019.

Natureza, Categoria, Fluxo e Responsabilidades

Natureza do Risco Categoria do Risco  

Orçamentário-financeiro Fiscal: eventos que podem afetar negativamente o equilíbrio das receitas do CRCCE
Orçamentário: eventos que podem comprometer a capacidade do CRCCE de contar com os recursos orçamentários necessários à realização de suas atividades, ou eventos que possam comprometer a própria execução orçamentária
Não orçamentário-financeiro Estratégico: eventos que podem impactar na missão, nas metas ou nos objetivos estratégicos do CRCCE
Operacional: eventos que podem comprometer as atividades da unidade organizacional, sejam eles associados a falhas, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas, infraestrutura e sistemas, afetando o esforço da gestão quanto à eficácia e a eficiência dos processos
Reputação: eventos que podem comprometer a confiança da sociedade em relação à capacidade do CRCCE em cumprir sua missão institucional ou que interfiram diretamente em sua imagem
Integridade: eventos que podem afetar a probidade da gestão dos recursos e das atividades do CRCCE, causados pela falta de honestidade e desvios éticos
Conformidade: eventos que podem afetar o cumprimento de leis e regulamentos aplicáveis

Responsabilidades

Plenário

  • Aprovar a Política de Gestão de Riscos e suas alterações.
  • Aprovar o Plano de Gestão de Riscos e suas alterações.

Conselho Diretor

  • Propor ao Plenário do CRCCE a Política de Gestão de Riscos e suas alterações.
  • Acompanhar a execução do Plano de Gestão de Riscos.
  • Acompanhar a Matriz Gerencial de Riscos.

Presidência

  • Definir a Política de Gestão de Riscos.
  • Avaliar as propostas de mudanças da Política de Gestão de Riscos.
  • Definir o apetite a risco do CRCCE.
  • Aprovar a indicação dos gestores de riscos.

Superintendência Executiva

  • Gerenciar a implementação da gestão de riscos.
  • Definir os processos prioritários para a gestão de riscos.
  • Comunicar ao presidente o andamento do gerenciamento de riscos.
  • Dirimir dúvidas quanto à identificação do gestor de determinado risco no âmbito interno das unidades organizacionais.
  • Orientar a integração do gerenciamento de riscos com outras atividades de gestão.

Comitê de Gestão de Riscos

  • Elaborar a Política e o Plano de Gestão de Riscos do CRCCE.
  • Assessorar a alta direção.
  • Recomendar, quando necessária, a reavaliação e readequação da Política de Gestão de Riscos.
  • Tratar os casos omissos e as excepcionalidades da Política de Gestão de Riscos.
  • Estabelecer o contexto de forma geral para o Processo de Gestão de Riscos.
  • Realizar o monitoramento e a análise crítica do Processo de Gestão de Riscos, propondo aos gestores ajustes e medidas preventivas e proativas.
  • Orientar as partes interessadas no Processo de Gestão de Riscos.
  • Elaborar e monitorar a Matriz Gerencial de Riscos, em que estarão descritos os riscos classificados como ‘Extremos’ e ‘Altos’.
  • Comunicar as partes interessadas no processo de Gestão de Riscos.

Gestores de Áreas

  • Sugerir os processos prioritários para gerenciamento dos riscos.
  • Monitorar as operações do Processo de Gestão de Riscos realizadas pelos gestores dos riscos de sua área.
  • Validar e contribuir na tomada de decisões dos planos de ação definidos na gestão dos riscos.
  • Monitorar a execução dos planos de ação definidos para tratamento dos riscos identificados pelos gestores dos riscos de sua área.
  • Comunicar as ações realizadas pela Unidade Organizacional ao Comitê de Gestão de Riscos.

Gestores de riscos

  • Executar as atividades referentes ao processo de identificação, análise, avaliação e tratamento dos riscos da atividade/projeto sob sua responsabilidade.
  • Comunicar as ações realizadas aos gestores de áreas e/ou ao Comitê de Gestão de Riscos.